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A HISTÓRIA DA MEDITAÇÃO BUDISTA NA PSICOTERAPIA

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A História da Meditação na Psicoterapia

A meditação budista chegou na psicoterapia através medicina acadêmica de primeira linha. Na década de 1970, um estudante de graduação em biologia molecular, Jon Kabat-Zinn, intrigado por idéias budistas, adaptou uma versão de sua prática meditativa que poderia ser facilmente aprendida e estudada. Era uma versão secular, extraída como uma pedra preciosa das fundações multifacetadas dos ensinamentos budistas. O budismo havia originado uma ampla variedade de seitas e práticas espirituais e atraído 350 milhões de seguidores em todo o mundo. Na meditação transcendental e outros tipos de meditação, praticantes buscam transcender, ou “perder” a si mesmos. O objetivo da meditação de Jon Kabat-Zinn, chamada mindfulness, era diferente. Era estimular a percepção de cada sensação, à medida que elas se desdobram no momento. Ele ensinou a prática a pessoas que sofriam de dores crônicas na escola médica da Universidade de Massachussetts.
Nos anos 80 ele publicou uma série de estudos demonstrando que cursos de duas horas, ministrados uma vez por semana durante oito semanas, reduziam as dores, e com mais eficácia que o tratamento usual! A notícia se espalhou discretamente no início. “Acho que naquela época, outros pesquisadores tinham de ser muito cuidadosos ao falar sobre isso, porque eles não queriam ser vistos como esquisitos da Nova Era” diz Kabat-Zinn, agora professor emérito de medicina na Universidade de Massachussetts. “Por isso, na época, eles não deram o nome de conscienciosa, nem sequer de meditação. Depois de um tempo, nós divulgamos tantos estudos que as pessoas se sentiram mais confortáveis com isso.”
Uma pessoa que reparou, logo no início, foi Marsha Linehan. Ela era uma psicóloga da Universidade de Washington que estava tentando tratar pacientes profundamente problemáticos com históricos de comportamento suicida. “Tratar esses pacientes com alguma terapia de comportamento baseada na mudança só os fez piorar, não melhorar” disse Linehan em uma entrevista. “Com a situação realmente preta, você precisa de algo diferente, algo que faça as pessoas tolerarem essas emoções tão fortes”. Na década de 1990, Linehan publicou uma série de estudos dizendo que uma terapia que incorporava a consciência Zen-Budista, “aceitação radical,” praticada tanto pelo terapeuta quanto pelo paciente, reduzia significativamente o risco de hospitalização e tentativas de suicídio nos pacientes de alto risco.
Finalmente, em 2000, um grupo de pesquisadores incluindo Segal em Toronto, Mark Williams na Universidade de Gales e John Teasdale no Conselho de Pesquisa Médica na Inglaterra, publicou um estudo relatando que oito sessões semanais de meditação mindfulness cortaram pela metade a taxa de reincidência em pessoas com três ou mais episódios de depressão. Junto com o Dr. Kabat-Zinn, eles escreveram um livro que se tornou popular, “The Mindful Way Through Depression”. A curiosidade dos psicoterapeutas sobre a meditação mindfulness, antes temporária, transformou-se neste “frenesi constante que vemos acontecendo agora,” diz Kabat-Zinn.
 
Fonte:http://www.livredesi.com/historia-meditacao-psicoterapia/

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