Pular para o conteúdo principal

A VIOLÊNCIA INVISÍVEL - MONJA COEN ROSHI (VÍDEO)

Resultado de imagem para monja coen roshi

A violência invisível - Monja Coen Roshi

Publicado em 5 de mai de 2013

Palestra do ciclo "A Banalização do Mal, Ensaios Sobre Fenômenos Líquidos" da Escola Paulista de Psicanálise. Realizada no auditório da Livraria Martins Fontes de São Paulo. Neste encontro a Monja Coen Roshi, missionária da Tradição Zen Sotoshu do Japão, abordou o tema: "A violência invisível".

Cláudia Dias Baptista de Sousa (São Paulo30 de junho de 1947), conhecida como Monja Coen Roshi, é uma monja zen budista brasileira e missionária oficial da tradição Soto Shu com sede no Japão. Monja Coen também é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista criada em 2001 com sede em PacaembuSão Paulo. Seu pai era filho de portugueses e sua mãe oriunda de familia paulista quatrocentona (Dias Baptista), de grandes proprietários de terra. Ela é prima de Sérgio Dias BaptistaArnaldo Dias Baptista e Cláudio César Dias Baptista, mais conhecidos por seus trabalhos com a banda Mutantes.
Criada no Cristianismo, dedicou-se para estudar no Zen Center of Los Angeles em 1983, logo depois partindo para ao Japão e convertendo-se à tradição budista deles no Convento Zen Budista de Nagoia, Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo. Antes de ser religiosa foi repórter em diversos jornais do Brasil.
De volta à São Paulo, em 1995, liderou atividades no Templo Busshinji, tornando-se a primeira mulher e a primeira monja de descendência não-japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil por um ano. A Monja Coen é mais conhecida por fazer palestras, participar de reuniões e diálogos inter-religiosos e promover a Caminhada Zen, em parques públicos, projeto com objetivos ambientais e de paz.

Livros publicados


Visite:
www.apsicanalise.com
www.institutoferenczi.com
www.martinsfontespaulista.com.br

A violência invisível - Monja Coen Roshi



BREVE BIOGRAFIA DA MONJA SOUZA COEN

Nascida em São Paulo, SP, Brasil, no ano de 1947.
Foi jornalista profissional em sua juventude, tendo sido repórter do Jornal da Tarde, vespertino da empresa S.A. O Estado de S.Paulo – uma das maiores empresas jornalísticas do Brasil.
Na década de 1970 foi morar em Los Angeles, na California, trabalhando como funcionaria local do Banco do Brasil S.A.
Nessa época iniciou práticas regulares de zazen no Zen Center of Los Angeles.
Tornou-se residente da comunidade de Los Angeles e fez os votos monásticos em 14 de janeiro de 1983.
No mesmo ano, em Outubro, entrou para o Mosteiro Feminino de Nagoya, Aichi Senmon Nisodo e Toku Betsu Nisodo, onde residiu por oito anos, tendo se graduado como monja especial (Tokuso), habilitada a ser professora do Darma Budista de monges, monjas, leigos e leigas.
Durante seu treinamento no Mosteiro de Nagoya foi a primeira Shusso na história do Mosteiro Feminino, sob orientação da Abadessa, Aoyama Shundo Docho Roshi.
Praticou como Tokuso (monja especial) por três anos tanto no Mosteiro de Nagoya como num programa especial da tradição Soto Shu para professores de mosteiros.
Recebeu a Transmissão do Darma do Reverendo Yogo Suigan Roshi, então abade do Mosteiro Saijoji, em Daiyuzan, Odawara e vice abade superior do Mosteiro Sede de Sojiji, em Tsurumi, Yokohama.
Foi seu mestre de transmissão, Yogo Roshi, quem deu a ela o nome do templo a ser constituído no Brasil: Tenzui Zenji- Templo Zen Seguidor do Céu, da Imensidão.
Por isso, o Reverendo Yogo Roshi, Zengetsu Suigan Daiosho é considerado o Fundador do atual Templo Taikozan Tenzui Zenji, em São Paulo.
Juntamente com o Reverendo Koun Taizan Hakuyu Daiosho (Maezumi Roshi) e da Reverenda Kakuzen Shundo Daiosho ( Aoyama Roshi) – seus três mestres: de Transmissão, de Ordenação e de Treinamento Monástico.
Também são homenageados nas liturgias matinais o Reverendo Junnyu Kuroda Roshi e Koshin Shozan Osho (Murayama Sensei) que contribuíram para a constituição do templo no Brasil – com imagens, objetos litúrgicos e ensinamentos.
A Monja Coen também praticou no Templo Kirigaya-ji, em Shinagawa, Tokyo e no Templo Daishoji, em Sapporo, Hokkaido, atendendo as comunidades locais com serviços memoriais, enterros, preces nas residências, casamentos e práticas de zazen para crianças e adultos. Residiu no Japão por doze anos.
Casou-se com o monge Shozan Murayama, que foi eleito Presidente da Comunidade Soto Zenshu da América do Sul, no Templo Busshinji de São Paulo e foi um monge muito importante para o fortalecimento do Templo Busshinji, depois de sua reforma e do retorno do então Superintendente Geral, Daigyo Moriyama para o Japão. Reverendo Shozan Murayama incentivou os monges locais a perseverar em suas práticas monásticas, ajudou na formação de novo monges e monjas e nos cursos de Preceitos e Procedimentos, reorganizou a parte administrativa/financeira do Templo Busshinji, solicitou à sede administrativa no Japão – Shumucho – que enviasse professores de Baika para orientar novas praticantes e reorganizar os grupos de Baika espalhados pelo Brasil, criou Cursos para leigos e leigas sobre a tradição Soto Shu, organizou o primeiro encontro inter budista totalmente falado em Portugues, em São Paulo.
Reorganizou o Ihaido e Nokotsu Do do Templo Busshinji, construiu os altares para as imagens de Xaquiamuni Buda, mestre Dogen e Mestre Keizan, trouxe zafus do Japão para o Zazen, fez dedetização completa das imagens contaminadas por cupins, bem como do livro de Dai Hannya. Reativou relacionamentos de praticantes que haviam se afastado do Templo Busshinji, permitiu às mulheres que votassem nas eleições de Diretoria (eram proibidas de o fazer), bem como dos praticantes de Zazen (que também não eram permitidos nas eleições da Diretoria da Comunidade). Seu trabalho insistente contra qualquer tipo de discriminação preconceituosa acabou criando dificuldades de relacionamentos com alguns membros das antigas diretorias.
Retornou ao Japão, em 2001, depois de haver se divorciado da Monja Coen, e se tornou responsável por um templo em Yokohama. Faleceu em 3 de fevereiro do ano de 2005, deixando esposa e uma filha pequena, no Japão.
A Monja Coen e o Monge Shozan foram, em 1995, nomeados Missionários da tradição Soto Shu para o Brasil e serviram a comunidade do Templo Busshinji, na cidade de São Paulo até o ano de 2001.
Durante esse período o Templo Busshinji, cuja Sala de Buda (Hondo) acabara de ser reconstruída pelo Reverendo Daigyo Moriyama Sookan Roshi, teve um aumento considerável de atividades – tanto com descendentes da colônia japonesa no Brasil como com pessoas de outras etnias. Houve grande solicitação por parte dos primeiros imigrantes japoneses, sediados em São Paulo, para que a Monja Coen oficiasse as celebrações e falasse, também em Portugues, para seus netos e netas. Queriam essas pessoas que seus descendentes pudessem entender o Darma de Buda e seguir a tradição ancestral.
Foram realizados inúmeros serviços memoriais, enterros, práticas de Zazen, palestras, encontros inter religiosos, trabalho comunitário em parceria com outros templos, lojas maçônicas e com a Associação dos comerciantes do bairro da Liberdade, onde o templo está inserido, início de aulas de Baika com professores vindos do Japão e visitas regulares às cidades ligadas à Soto Shu, no Brasil. Foi reiniciado também, nessa gestão, o Bazar do templo, as aulas de caligrafia e Shakyo – cópia de sutras. Foram reativadas as aulas de Ikebana, suspensas desde o retorno da esposa do Reverendo Shingu Sookan para o Japão.
Também houve grupos de práticas de Karate-Do, Ninjutsu-Do e Kenjutsu Do, em horários em que o templo não mantinha atividades religiosas regulares.
Em 1996, a Monja Coen foi nomeada Presidenta da Federação das Seitas Budistas do Brasil, por um ano.
Foi também nomeada Presidenta do Conselho Religioso do Templo Busshinji por cinco anos e eleita Presidente da Comunidade Budista Soto Zenshu da América do Sul, com sede no Templo Busshinji de SP.
Nessa ocasião, foi enviado do Japão para o Brasil, como Superintendente Geral para a América do Sul, o Reverendo Miyoshi.
Foi em 2001, quando a Monja Coen deixou o Templo Busshinji – este em plena atividade e crescimento – e iniciou um pequeno grupo de Zazen em casa de um praticante.
Em pouco tempo a sala ficou pequena.
O grupo se prontificou a alugar um local maior e foi criada oficialmente a Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, Templo Tenzui Zenji.
Nessa época também foram iniciadas caminhadas meditativas em parques públicos, com o intuito de levar o Zazen e o Kinhin (meditação caminhando) à população paulistana.
Depois de seis anos, o local, novamente se tornou pequeno e foi alugada a casa atual, onde está instalado o Templo desde 2006.
Anualmente há um Curso de Preceitos Budistas, que se reúne todas as segundas feiras à noite no templo e um Curso On-line de Budismo.
Há também um grupo de estudos budistas todos os domingos às 20h, além das programações regulares: Zazen para iniciantes, palestras, zazen e leitura de textos dos fundadores Mestre Dogen e Mestre Keizan, entrevistas individuais com praticantes.
Um sábado por mes é dedicado a um zazenkai chamado Zen da Paz.
Desde que chegou ao Brasil a monja Coen tem sido convidada a dar palestras para empresas, bancos, escolas, hospitais, universidades, órgãos públicos, incluindo e a Presidência da República do Brasil.
Também tem sido convidada a programas de televisão, rádio e entrevistas a jornais e revistas – tanto no Brasil quando nos Estados Unidos, Europa e Japão.
Iniciou há anos um trabalho voluntário no Hospital Emílio Ribas, para pacientes com doenças infecto contagiosas ( a maioria HIV positivo) – levando as práticas meditativas como terapia complementar no processo da recuperação ou da passagem dos e das pacientes. Também formou grupos de meditação entre médicos, médicas e a enfermagem do hospital.
Participou de uma pesquisa científica sobre os efeitos de um Sesshin (retiro) de cinco dias em vários grupos de pessoas com características diferentes, junto ao Hospital Einstein e a Universidade Federal do Estado de São Paulo. Esse trabalho incluía ressonância magnética antes e depois dos cinco dias de zazen e tem sido publicado nas principais revistas de neurosciência internacionais.
Tem oficiado inúmeros casamentos, bênçãos (gokito) para residências, empresas, escritórios e bênçãos (gokito) para crianças e recém-nascidos.
Em 12 de Outubro de 2007 foi celebrada a Cerimonia de Shinsan Shiki (Ascender à Montanha) da Monja Coen, com a presença do Reverendo Sookan Roshi Saikawa Docho, que deu ao templo o seu segundo nome: Montanha Luz da Paz (Taikozan). Também estiveram presentes o Reverendo Junyu Kuroda Roshi, do Templo Kirigaya de Tokyo e a Reverenda Egyoku Nakao do Zen Center of Los Angles – entre outros monges e monjas dos Estados Unidos, do Brasil e do Japão.
Entretanto, como o Templo está localizado em uma casa alugada, a Sede Administrativa do Japão, ainda faz restrições quanto a regularização e reconhecimento do Templo Tenzui Zenji.
Monja Coen já ordenou mais de trinta monásticos, entre homens e mulheres e mais de 250 pessoas laicas.
Há grupos orientados pela Monja Coen espalhados em vários estados brasileiros e um grupo em Zürich, na Suiça.
Em 2013 fez as duas primeiras Transmissões do Darma: Monja Zentchu Silva, que atualmente reside e pratica no Mosteiro Feminino de Nagoya e Monge Dengaku Bandeira, que é o orientando da Monja Coen responsável pelo grupo do Via Zen e Vila Zen, do Rio Grande do Sul, onde está sendo construído um templo, em um terreno rural, doado à comunidade há muitos anos.
Seus dois primeiros discípulos: Monge Enjo Stahel e Monja Isshin Heavens, foram transmitidos por monásticos japoneses e atualmente praticam no Brasil, independentes da Monja Coen.
Escreveu dois livros : Viva Zen e Sempre Zen, traduziu o livro de sua superiora e mestra do Darma, Aoyama Shundo Docho Roshi (Utsukushi hito ni – Para uma pessoa bonita), supervisionou a edição do livro Zazen, compilado pela Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, traduziu os Sutras usados nas liturgias diárias da Soto Shu e algumas outras obras relacionadas a ordem Soto Shu, bem como alguns capítulos do Shobogenzo, Denkoroku, Shinji Shobogenzo e
Eihei-genzenji-shingi.
As atividades da comunidade incluem zazen e cerimonia matinal todos os dias da semana. Seguindo todos os cerimoniais arregimentados pela Soto Shu.
Dois períodos de Treinamento Intensivo por ano.
Retiros (sesshin) principais: Hoon Sesshin e Rohatsu Sesshin, além de outros retiros e vivências Zen durante o ano.
Treinamento especial para noviças, noviços e monásticos, monásticas duas vezes ao ano.
Retiros regulares no VilaZen, no Rio Grande do Sul, em Santa Tereza, no Rio de Janeiro e em Brasília, DF.
Atualmente a Monja Coen reside no templo Tenzui Zenji, em São Paulo, onde é presidenta do Conselho Religioso da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil e do ViaZen/VilaZen do Rio Grande do Sul.
Há dois sites relacionados:
www.monjacoen.com.br
www.zendobrasil.org.br

Resultado de imagem para monja coen roshi

Postagens mais visitadas deste blog

OS MUDRAS NO BUDISMO E SEU SIGNIFICADO

Os Mudras no Budismo 

Os mudras são os gestos simbólicos que são associados aos budas. Esses gestos são muito utilizados na iconografia hindu e budista.

Mudra, uma palavra com muitos significados, é caracterizada como gesto, posicionamento místico das mãos, como selo ou também como símbolo. Estas posturas simbólicas dos dedos ou do corpo podem representar plasticamente determinados estados ou processos da consciências. Mas as posturas determinadas podem também, ao contrário, levar aos estados de consciência que simbolizam. Parece que os mudras originaram-se na dança indiana, que é considerada expressão da mais elevado religiosidade. [...] O significado espiritual dos mudras encontra sua expressão perfeita na arte indiana. Os gestos das divindades representadas na arte hinduísta e budista e os atributos que os acompanham simbolizam suas funções ou aludem a determinados acontecimentos mitológicos. [...] No decorrer dos séculos, os budas e bodhisattvas representados iconograficamente com s…

5 PRECEITOS BUDISTAS PARA ENCONTRAR A PAZ INTERIOR

5 Preceitos Budista para encontrar a paz interior

DALAI LAMA: ATRÁS DE NOSSA ANSIEDADE ESTÁ O MEDO DE NÃO SER NECESSÁRIO

DALAI LAMA: ATRÁS DE NOSSA ANSIEDADE ESTÁ O MEDO DE NÃO SER NECESSÁRIOO medo de não ser necessário é um dos maiores causadores de tristezas no ser humano.  De muitas maneiras, nunca houve um melhor momento para estar vivo. A violência assola alguns cantos do mundo, e muitos ainda vivem sob o domínio de regimes tirânicos. 

E embora todas as grandes religiões do mundo ensinem amor, compaixão e tolerância, a violência impensável está sendo perpetrada em nome da religião.
E ainda assim, poucos dentre nós são pobres, cada vez menos pessoas tem fome, menos crianças morrem e mais homens e mulheres sabem ler do que nunca. 

Em muitos países, o reconhecimento dos direitos das mulheres e das minorias é agora norma. Ainda há muito trabalho a fazer, é claro, mas há esperança e há progresso.
Quão estranho, então, ver tanta raiva e grande descontentamento em algumas das nações mais ricas do mundo. 

Nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e em todo o continente europeu, as pessoas são convulsionadas com frustraçã…