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ALÉM DA RELIGIÃO - UMA ÉTICA POR UM MUNDO SEM FRONTEIRAS - LIVRO NOVO DO DALAI LAMA - EDITORA LÚCIDA LETRA

Além de religião: Uma ética por um mundo sem fronteiras


Dez anos atrás, em seu best-seller Uma Ética para o Novo Milênio (Editora
Sextante, 2000), Sua Santidade o Dalai Lama propôs uma abordagem da ética baseada em princípios universais em vez de religiosos. Agora, em Além de Religião, em sua forma mais compassiva e franca, ele elabora e aprofunda sua visão de um caminho não-religioso.
Transcendendo as chamadas “guerras de religião”, ele descreve um sistema de ética para o nosso mundo compartilhado, que confere pleno respeito à religião. Com o mais elevado nível de autoridade espiritual e intelectual, o Dalai Lama faz um apelo inspirador para aquilo que ele chama de uma “terceira via”, um caminho para uma vida ética e feliz e para uma comunidade humana global baseada na compreensão e
no respeito mútuos. Além de Religião é uma declaração essencial do Dalai
Lama, um modelo para todos aqueles que talvez optem por não se identificar com nenhuma tradição religiosa, mas que ainda assim anseiam por uma vida de realização espiritual enquanto trabalham por um mundo melhor.

Introdução do livro “Além de religião”

Além de religião
Leia a seguir a introdução do novo livro do Dalai Lama, Além de religião, traduzido por Beatriz Bispo:

Eu sou um homem velho. Nasci em 1935, em um pequeno vilarejo no nordeste do Tibete. Por razões além do meu controle, vivi a maior parte de minha vida adulta como um refugiado apátrida na Índia, que tem sido a minha segunda casa há mais de cinquenta anos. Muitas vezes brinco que sou o hóspede mais antigo deste país. Assim como outras pessoas da minha idade, testemunhei muitos acontecimentos dramáticos que moldaram o mundo em que vivemos. Desde o final dos anos 1960, tenho viajado muito e tive a honra de conhecer pessoas de muitas origens diferentes: não apenas presidentes, primeiros-ministros, reis, rainhas e líderes de todas as grandes tradições religiosas do mundo, mas também um grande número de pessoas comuns de todas as classes sociais.
Olhando para as décadas que se passaram, tenho muitos motivos para me alegrar. Através dos avanços da ciência, doenças que eram fatais foram erradicadas. Milhões de pessoas saíram da pobreza e tiveram acesso à educação e a cuidados médicos. Temos uma declaração universal dos direitos humanos e a conscientização sobre a sua importância aumentou tremendamente. Como resultado, os ideais de liberdade e democracia se espalharam por todo o mundo e há um crescente reconhecimento da igualdade humana. Também há uma crescente conscientização sobre a importância de um ambiente saudável. Em muitos aspectos, a segunda metade do último século foi de grandes avanços e mudanças positivas no mundo.
Mas apesar de grandes avanços em muitas áreas, há ainda grande sofrimento, e a humanidade continua a enfrentar enormes dificuldades e problemas. Enquanto em partes mais prósperas do mundo pessoas desfrutam de estilos de vida altamente consumistas, em outras existem milhões de pessoas cujas necessidades básicas ainda não foram resolvidas. Com o fim da Guerra Fria, a ameaça de uma destruição global por armas nucleares diminuiu, mas muitos continuam a passar pelo sofrimento e pelas tragédias dos conflitos armados. Em muitas áreas, as pessoas também têm enfrentado problemas ambientais que ameaçam sua própria subsistência e outros muito piores. Simultaneamente, muitos outros lutam para sobreviver em face à desigualdade, à corrupção e à injustiça.
Estes problemas não estão limitados aos países em desenvolvimento. Em países mais ricos também há muitas dificuldades, incluindo problemas sociais generalizados: alcoolismo, abuso de drogas, violência doméstica, desagregação familiar. Há preocupação dos pais com seus filhos, com sua educação e com o que o futuro reserva para eles. Além disso, temos que admitir a possibilidade de que a ação humana esteja prejudicando o nosso planeta de forma irreversível, uma ameaça que cria um medo adicional. Somam-se as pressões da vida moderna, que provocam estresse, ansiedade, depressão e, cada vez mais, a solidão. Como resultado, em todos os lugares que visito, as pessoas reclamam. Até eu mesmo, de vez em quando, me percebo reclamando!
É claro que há alguma coisa seriamente em falta na forma como nós, seres humanos, estamos conduzindo as coisas. Mas o que nos falta? O problema fundamental, acredito eu, é que em todos os níveis estamos dando exagerada atenção aos aspectos externos, materiais da vida, e negligenciando a ética moral e os valores internos.
Por valores internos refiro-me às qualidades que apreciamos nos outros, e para as quais todos temos um instinto natural, herança de nossa natureza biológica como animais que sobrevivem apenas em um ambiente onde há cuidado, carinho, cordialidade — em resumo, onde há compaixão. A essência da compaixão é o desejo de aliviar o sofrimento dos outros e promover seu bem-estar. Este é o princípio espiritual a partir do qual todos os outros valores internos positivos surgem. Todos admiramos nas pessoas as qualidades de bondade, paciência, tolerância, perdão e generosidade e, da mesma forma, todos temos aversão a demonstrações de cobiça, maldade, ódio e intolerância. Então, se desenvolvermos ativamente essas qualidades positivas — que surgem devido à nossa predisposição inata para a compaixão — e ao mesmo tempo aprendermos a combater nossas tendências destrutivas, nossa atitude será apreciada por todos. Sem dúvida, os primeiros beneficiados pelo fortalecimento dessas qualidades seremos nós mesmos. Ignorar nossas vidas interiores é algo que prejudica a nós mesmos e muitos dos grandes problemas que enfrentamos no mundo atual é resultado deste ato de negligência.
Tempos atrás visitei Orissa, região no leste da Índia onde a pobreza, especialmente entre as comunidades tribais, culminou em contínuos conflitos e revoltas. Nessa ocasião, durante um encontro com um parlamentar da região, pudemos discutir sobre estas questões. Deste encontro deduzi que há uma série de mecanismos legais e projetos governamentais bem financiados, já em vigor, destinados a proteger os direitos dos povos tribais e até mesmo dar-lhes assistência material. O problema, segundo ele, é que devido à corrupção, estes programas não estavam beneficiando os destinatários. Quando projetos como esses são corrompidos pela desonestidade, ineficiência e irresponsabilidade por parte daqueles que deveriam colocá-los em execução, tornam-se inúteis.
Este exemplo mostra claramente que, mesmo quando um sistema é bom, sua eficácia depende da forma como ele é utilizado. Em última análise, qualquer sistema, qualquer conjunto de leis e procedimentos, só pode ser eficaz se as pessoas responsáveis por sua implementação também forem competentes. Quando um bom sistema é mal utilizado devido à falta de integridade pessoal, pode facilmente tornar-se uma fonte de danos ao invés de uma fonte de benefício. Esta é uma verdade geral que se aplica a todos os campos da atividade humana, até mesmo à religião. Embora a religião tenha o potencial de ajudar as pessoas a levarem uma vida significativa e feliz, quando mal utilizada também pode se tornar fonte de conflitos e divisões. Da mesma forma, nas áreas de comércio e finanças, os próprios sistemas podem ser bons, mas se as pessoas que os utilizam não têm escrúpulos e são guiadas pela ganância, os benefícios desse sistema serão prejudicados. Infelizmente vemos isto acontecer em muitos tipos de atividades humanas — até mesmo nos esportes internacionais, onde a corrupção ameaça a verdadeira noção de um jogo correto.
Naturalmente, muitas pessoas inteligentes estão cientes desses problemas e trabalham sinceramente para corrigi-los dentro de suas próprias áreas de especialização. Políticos, funcionários públicos, advogados, educadores, ambientalistas, ativistas, entre outros — pessoas de diferentes setores já estão engajadas nesse esforço. Isto é ótimo, dentro das suas possibilidades. Porém, o fato é que os nossos problemas nunca irão se resolver apenas com a criação de novas leis e regulamentos. Em última análise, a fonte de nossos problemas é individual. Se uma pessoa não possui valores morais e integridade, nenhum sistema de leis e regulamentos será adequado. Enquanto as prioridades forem os valores materiais, a injustiça, a corrupção, a desigualdade, a intolerância e a ganância — todas estas manifestações externas causadas por negligenciarmos os valores internos persistirão.
Então o que devemos fazer? Onde podemos pedir ajuda? A ciência, com todos os benefícios proporcionados ao mundo externo, ainda não forneceu uma base científica para o desenvolvimento dos fundamentos da integridade pessoal — os valores humanos básicos internos que apreciamos nos outros e que precisamos desenvolver em nós mesmos. Deveríamos então procurar os valores internos na religião como as pessoas têm feito há milênios? Certamente a religião ajudou milhões de pessoas no passado, ajuda milhões no presente e continuará ajudando no futuro. Porém, apesar de todos os benefícios que oferece em relação à orientação moral e a um significado na vida, no mundo secular de hoje, a religião sozinha não é mais adequada como base para a ética. Uma razão para isto é que muitas pessoas já não seguem nenhuma religião em particular. Outra razão é que, nesta era de globalização, em que as pessoas estão mundialmente mais próximas e interconectadas, vivendo em sociedades multiculturais, a ética baseada em uma única religião atrairia poucos de nós e não seria significativa para todos. No passado, quando os povos viviam relativamente isolados e separados uns dos outros – como nós, tibetanos, que vivemos muito felizes atrás de nossa parede montanhosa por muitos séculos –, o fato de cada grupo seguir uma abordagem da ética baseada em sua própria religiosidade não apresentava dificuldades. Atualmente, qualquer resposta baseada na religião ao problema da nossa negligência aos valores internos nunca poderá ser universal porque será insuficiente. O que precisamos hoje é de uma abordagem da ética que não recorra à religião e que possa ser aceita tanto por aqueles que têm fé como pelos que não a possuem: uma ética secular.
Esta afirmação pode parecer estranha vinda de alguém que desde muito cedo viveu em vestes de monge. No entanto, não vejo nenhuma contradição. Minha fé me induz a lutar pelo bem-estar de todos os seres sencientes. Ir além da minha própria tradição e chegar até aqueles de outras religiões ou aqueles que não têm nenhuma é alcançar integralmente o meu objetivo.
Tenho confiança em que é possível e vale a pena tentar uma nova abordagem secular para uma ética universal. Esta certeza vem de minha convicção de que todos nós, seres humanos, somos fundamentalmente inclinados ou propensos àquilo que percebemos como bom. Tudo o que fazemos, fazemos porque achamos que vai ser de algum benefício. Ao mesmo tempo, todos nós apreciamos a qualidade da bondade nos outros. Somos todos naturalmente orientados pelos valores humanos básicos de amor e compaixão. Preferimos receber amor a ódio e preferimos receber generosidade a avareza. E quem de nós não prefere a tolerância, o respeito e o perdão pelas nossas falhas, ao invés de ser tratado com intolerância, desrespeito e ressentimento?
Sou da opinião firme de que temos ao nosso alcance um caminho e os meios para alicerçar os valores internos sem contradizer nenhuma religião e, ainda mais importante, sem depender de nenhuma religião. O desenvolvimento e a prática desta nova visão sobre a ética é aquilo que proponho elucidar no decorrer deste livro. A minha esperança é que isto possa ajudar a promover a compreensão de que precisamos de uma ética consciente e de valores internos nesta era de materialismo excessivo.
Desde o princípio, quero deixar claro que não é minha intenção promover uma ditadura de valores morais. Se o fizesse, não seria de nenhum benefício. Tentar impor princípios morais através de comando externo nunca será efetivo. Ao invés disso, proponho a cada um de nós desenvolver a compreensão sobre a importância de valores internos. Pois estes valores internos são a fonte tanto de um mundo eticamente harmonioso quanto da paz mental individual, da confiança e da felicidade que todos nós procuramos. É claro que todas as grandes religiões do mundo, com sua ênfase no amor, compaixão, paciência, tolerância e perdão, podem e de fato promovem os valores internos. Mas a realidade do mundo atual é que uma ética baseada na religião não é mais apropriada. Por isso acredito que chegou a hora de encontrar uma maneira de pensar sobre espiritualidade e ética além da religião.

Para comprar, acesse www.lucidaletra.com.br

Capa - Além de religião
"Este livro pode parecer estranho vindo de alguém que desde muito cedo viveu em vestes de monge. No entanto, não vejo nenhuma contradição. Minha fé me induz a lutar pelo bem-estar de todos os seres sencientes. Ir além da minha própria tradição e chegar até aqueles de outras religiões ou aqueles que não têm nenhuma é alcançar integralmente o meu objetivo."

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O livro chegou, e agora?

Uma mensagem tão importante de Sua Santidade precisa ser compartilhada!

Oi Marcos,
Acaba de chegar da gráfica o livro Além de religião. Como disse no e-mail anterior, é um livro precioso e necessário (leia a introdução do livro aqui).
Agora que os 2000 exemplares do livro estão aqui na editora, é preciso fazer ele chegar ao máximo de pessoas possível, principalmente pela relevência e pela linguagem universal que Sua Santidade usa nessa obra (o livro dialoga com pessoas de todas as religiões e também com pessoas sem religião alguma). E é por isso que escrevo para que se você quiser ajudar, saiba como.

Como você pode ajudar?

  1. Comprando o livro pelo nosso site (a compra direta ajuda muito nos custos iniciais);
  2. Divulgando nas redes sociais (curta nossa página no Facebook ou no Instagram e compartilhe trechos e fotos do livro!);
  3. Quando visitar uma livraria, pergunte pelo livro (as livrarias só pedem os livros quando há demanda, especialmente livros de editoras pequenas como a Lúcida Letra);
  4. Se você frequenta algum centro de prática/estudos, sugira os livros da Lúcida Letra para a lojinha. Há condições especiais para revendas.
  5. Caso conheça algum blogueiro/blogueira, jornalista ou personalidade que pode se interessar pelo tema, fale comigo que entro em contato.
Um abraço grande,
Carinho,
No Darma,
Vítor Barreto - Editor
Editora Lúcida Letra


p.s.: Quero respeitar seu espaço e se quiser parar de receber e-mails como este, clique aqui.
Detalhe do livro
Além de religião

Próximos lançamentos

Alguns dos títulos que publicaremos pela Lúcida Letra:
  • Além do materialismo espiritual, de Chögyam Trungpa
  • A caverna na neve, de Vicki Mackenzie
  • Alegre Sabedoria, Yongey Mingyur Rinpoche
  • Não é para a felicidade, de Dzongsar Jamyang Khyentse
  • Meditação em ação para crianças, de Susan Kaiser Greenland
  • O cristal e o caminho de luz, de Chögyal Namkhai Norbu
  • Educação valente, de Krissy Pozatek
  • Self-Compassion, de Kristin Neff
  • Lady of the Lotus-Born, de Gyalwa Changchub e Namkhai Nyingpo
  • Reflections on a mountain lake, de Jetsunma Tenzin Palmo
  • Open Heart, Open Mind, Tsoknyi Rinpoche
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