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O TIBET-FONTE DE GRANDE INFLUÊNCIA ESPIRITUAL E PACÍFICA PARA O MUNDO

O TIBET-FONTE DE GRANDE INFLUÊNCIA ESPIRITUAL E PACÍFICA PARA O MUNDO 
O Tibet (Xizang) é uma região autônoma da China com importante tradição budista. Cidade onde residia o Dalai Lama, líder espiritual e governador do Tibet de 1940 até o seu exílio em 1959. A região possui 2,8 milhões de habitantes (2007).

A capital é Lhasa (que significa "terra sagrada" em tibetano), situada a 3.700 metros de altitude.

Ao longo de sua história, o Tibet, por vezes, teve seu próprio governo e, outras vezes, esteve subordinado à China. Por séculos, o regime de governo interno foi uma teocracia feudal, sempre respeitado pelos estados vizinhos pela sua influência espiritual e pacífica.

O Dalai Lama , é o líder religioso do Tibet, considerado a manifestação de Bodhisattva Avalokiteshavara. O atual Dalai Lama é Tenzin Gyatso, governou o Tibet de 1940 a 1959, quando exilou-se em Dharmsala, na Índia, durante a invasão chinesa.

Tenzin Gyatso nasceu em 6 de julho de 1935, na vila de Taktser, província de Amdo, numa família de camponeses, com o nome de Lhamo Dhondup. Aos dois anos de idade foi reconhecido como a 14ª encarnação do Dalai Lama. Recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1989 e ainda é reconhecido pelos tibetanos como o líder natural e de direito do Tibet.



O Tibet oriental é cheia de vales íngremes e altas montanhas que alcançam 5.000 metros acima do nível de mar. É comum percorrer verticalmente 3.000 metros pelo fundo dos vales para se chegar a estrada e continuar uma viagem ás longas pontes suspensas para a travessia dos rios.

O Tibet do norte é um platô elevado com cerca de 6000 metros acima do nível de mar. 
A terra gelada é mais difícil de ser atravessada do que cruzar os pólos devido ao ar rarefeito. A viagem por 
 todo o Tibet chega a levar meses ou até anos. No inverno as travessias se tornam quase que impossíveis.

O exército britânico teve que retirar-se após ter conquistado Lhasa (principal cidade) em 1904, pois o inverno estava vindo.No passado, o transporte utilizado pelos tibetanos eram os  cavalos e carneiros.

Os cavalos tibetanos são rudes e fortes, apropriados para o ar rarefeito.As principais mercadorias transportadas são o sal da área norte do lago, chá das áreas do sul.Para cruzar um rio, se for rasa, uma ponte de madeira é construída, se o vale for íngreme, uma ponte suspensa é construída. Quando o rio é grande, os tibetanos usam as jangadas feitas das peles dos animais. Nas áreas agrícolas, os tibetanos se utilizam do burro e do asno.

No início da Primavera de cada ano iniciam uma jornada por centenas e milhares de quilômetros. 

A Jornada pelo Sal, leva cerca de dois a três meses. Eles mesmos acabam consumindo uma boa parte do sal durante a viagem de volta, mas com o restante do sal eles devem sobreviver até a próxima viagem, isto é, que levará doze meses. 


Transporte Moderno 

Há um moderno aeroporto em Lhasa  e outro em Chamdo.

Há estradas por quase toda Tibet. Devido a altitude, os vales íngremes e a terra congelada, o projeto da construção de Ferrovia continua no papel há 30 anos.

O Tibet, antes da invasão

Os tibetanos chamam o seu país de Böd, termo derivado do nome de uma antiga religião, o Bön; às vezes, acrescentam o termo Kangchen, "Terra das Neves". O início de sua história data de 2.300 anos atrás. Nos oito primeiros séculos, foi governado por

uma dinastia militar que se fixou no vale Yarlung. Gradativamente, a dinastia foi expandindo o seu domínio no planalto tibetano, entre a China, a Birmânia, o Butão, a Índia e o Nepal, próximo às montanhas do Himalaya. Por se localizar a uma altitude média de 3.000 metros, o Tibet também é chamado de "Teto do Mundo".

Por volta do século VI, diversas campanhas militares foram enviadas para as terras vizinhas. O povo tibetano, nômade, tinha uma reputação de "bárbaro" na China, na Turquia, na Pérsia, na Mongólia e na Índia. Mas, no século VII, o imperador tibetano Songzen Gampo começou a transformar a civilização feudo - militar em um império mais pacífico. Investigando as civilizações da China e da Índia, Songzen notou a presença do budismo Mahayana (Grande Veículo) e decidiu fazer uma grande adaptação cultural. Enviou estudantes para a Índia, onde aprenderam a língua sânscrita e começaram a traduzir a vasta literatura budista para a língua tibetana.

Songzen construiu muitos templos imperiais, como o Jokhang e o Ramochê (ambos na nova capital tibetana, Lhassa). Seus sucessores continuaram a transformação cultural, custeando as traduções, organizando conferências e criando instituições. O auge do processo ocorreu por volta do ano de 790, com o imperador Trisong Detsen. Ele fundou o monastério de Samye, com a ajuda dos mestres Padma Sambhava e Shantirakshita. Além dos estudos budistas, diversas artes e ciências floresceram: matemática, medicina, psicologia, anatomia, neurologia, química, botânica, política, arquitetura, poesia etc. Os especialistas vinham da Pérsia, da Índia, da Uighuria, da Mongólia e da China.

Depois da ascensão dos estudos em Samye, houve um período de confusão; uma revolta na família real fez a dinastia entrar em colapso. A nação se fragmentou e o budismo foi temporariamente perseguido. Um século depois, as instituições budistas ressurgiram. Nos três séculos seguintes, sob a influência do indiano Atisha (que viveu no Tibet de 1042 a 1055, quando faleceu), os estudos refloresceram, a construção de monastérios aumentou e a tradução dos textos canônicos foi concluída, dando lugar à produção de textos realmente tibetanos.

Como a força do budismo era grande, a "política de não-violência" impediu o surgimento de novas dinastias. As famílias nobres que governavam áreas locais foram perdendo sua influência para as instituições monásticas. Nos séculos XIII e XIV, o Tibet foi incorporado ao império mongol e dividido em treze regiões administrativas. Cada uma destas regiões era governada por uma família nobre e por uma hierarquia monástica. A família Khön e a hierarquia Sakya foram favorecidas pelo imperador mongol, Khubilai Khan.
No fim do século XIV, a dinastia nativa de Pagmodru passou a controlar o Tibet. Na mesma época, o lama Je Tsong Khapa iniciou a "renascença espiritual" do budismo tibetano, realizando o Grande Festival das Orações na cidade de Lhassa, em 1409. (O Grande Festival das Orações, ou Mönlan Chenmo, era comemorado anualmente no Tibet até 1960, quando os chineses fortaleceram a invasão e limitaram as atividades religiosas).

O Tibet continuou com a política de não-violência. Nos séculos XV e XVI, a quantidade de militares diminuiu e a de monges aumentou. Gendün Drupa, jovem discípulo de Je Tsong Khapa, estava liderando uma nova escola budista, chamada Geluk; ela usava novos ensinamentos, textos e monastérios, como o Tashilhunpo, fundado em 1445 pelo próprio Gendün. Após a sua morte, um garoto foi aclamado como reencarnação de Gendün. Depois de vários testes e milagres, isto foi confirmado e o garoto passou a ser chamado de Gendün Gyatso. Na encarnação seguinte, novamente cercada de

testes e milagres, foi chamado de Sönam Gyatso. Em sua visita à Mongólia, em 1573, Sönam recebeu do imperador Altan Khan o título de Dalai Lama ("Oceano de Sabedoria"). Como era a terceira reencarnação de Gendün, Sönam passou a ser conhecido como Sua Santidade o Terceiro Dalai Lama.

S.S. o Quinto Dalai Lama (1617-1682), o "Grande", foientronado como rei do Tibet e fundou os palácios de Ganden e Potala. O "Grande" desmilitarizou totalmente o país, promovendo o desenvolvimento das instituições monásticas e continuando com a política de não-violência. A independência do Tibet foi garantida por Shun Chih, imperador dos manchus. O "Grande" também incentivou os mongóis a praticarem o budismo, enquanto os manchus defenderiam as sociedades budistas desmilitarizadas através de um protetorado. A pacificação e desmilitarização dos mongóis pelos tibetanos foi uma das maiores transformações sociais da história.

Atualmente, o governo da República Popular da China afirma que o Tibet já fazia parte do seu território; porém, os Dalai Lamas governaram o Tibet sem interferências chinesas até o início do século XX.

Fonte : Revista Turismo

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